Filosofia

Blog do Zé Américo.

8/3/07

Textos para saber mais

Já estão disponíveis alguns textos para aprofundar as questões que debatemos na sala de aula.

Para acessá-los, clique no botão abaixo.

criado por jose_americo    11:30 — Arquivado em: Filosofia

1/3/07

Texto sobre Ética nas Organizações

Pessoal, o texto "Diálogo e Ética nas Organizações" pode ser acessado utilizando o link abaixo. Boa leitura!

Clique aqui para abrir o texto.

criado por jose_americo    8:59 — Arquivado em: Sem categoria

20/11/06

Filosofia Antiga

A História da Filosofia costuma datar sua criação no século VI a.C., quando pensadores gregos iniciaram a indagação a respeito da racionalidade do mundo e partiram em busca da compreensão de sua natureza (Physis). Esta busca reflete o processo social, político e cultural por que passavam as ilhas gregas nesse período, e a Filosofia ganhou força quando se fortaleceu a superação da interpretação mítica rumo ao pensamento racional.

Há uma tradição que atribui a Pitágoras de Samos (séc. VI a.C.) a criação do termo Filosofia. A Filosofia, para ele e para a maioria dos gregos, signficava a busca da sabedoria, o amor por ela. Isto porque, para eles, a posse real da sabedoria era privilégio apenas dos deuses, sendo que aos humanos restava apenas buscá-la e amá-la, sem jamais possuí-la completamente. Era, de fato, um conceito religioso de Filosofia, mas que permanece até hoje. Mas há ainda outras características importantes que perfilam a Filosofia Antiga.

Vejamos.

O conteúdo procura sempre compreender as coisas a partir da totalidade, isto é, abranger toda a realidade, sem excluir partes e sem dividi-la em pormenores. A Filosofia Antiga vai perguntar sempre sobre o princípio de todas as coisas e seu objeto de estudos é a totalidade da realidade e do ser. Para alcançar tal intento, ela vai perscrutar sobre o primeiro princípio de todas as coisas, o porquê anterior a todas as causas, a causa não causada. Os gregos chamam este princípio de Physis (a essência de tudo). Inicialmente os pensadores chamados pré-socráticos vão procurar a Physis na natureza, no mundo que existe antes mesmo dos seres humanos. Por isso, são chamados de Físicos.

O método da Filosofia Antiga é a compreensão racional da totalidade do ser. Isto quer dizer que, diferentemente das explicações míticas ou religiosas, os filósofos devem fundar suas pesquisas e argumentos sobre o raciocínio lógico, buscando as causas dos fenômenos. Enquanto o mito e a religião buscam compreender o mundo através da crença e da narrativa, a Filosofia vai fundamentar suas explicações na Razão (Lógos). Este é o seu método, que, aliás, foi herdado por quase todas as ciências que conhecemos hoje.

O objetivo da Filosofia Antiga é bastante pretensioso: conhecer e contemplar a verdade. Para os gregos, contemplar (Theorein) significa conhecer racionalmente sem se envolver com o objeto conhecido. Do verbo Theorein é que deriva a nossa palavra Teoria. Tal sentido está ainda muito presente nas ciências atuais, que acreditam na possibilidade de um conhecimento realmente objetivo, neutro e imparcial da realidade. Esta crença é uma herança forte da Filosofia grega, que se propôs um objetivo arquimediano: olhar e conhecer a realidade a partir de um ponto-de-vista abstrato, fora do real, de onde apenas os deuses (e os demônios) podiam contemplar o mundo. Esta é a marca fundamental da Filosofia Antiga que condicionou indelevelmente o Ocidente.

criado por jose_americo    15:31 — Arquivado em: Sem categoria

17/11/06

As origens da Filosofia

O consenso geralmente mais aceito é de que a Filosofia nasceu com os gregos, mais especificamente quando realizaram a passagem de um pensamento mítico para uma visão racional do mundo, da sociedade e dos seres humanos. Portanto, ao fazerem da Razão (em grego: Lógos) e não mais do Mito (Mythos) o fundamento de sua compreensão e interpretação dos fenômenos, eles criaram uma forma nova de ciência e de pensamento.

Se antes, para eles, os fenômenos eram governados por leis divinas, quase inacessíveis aos humanos, com o pensamento racional, é possível conhecer as regras do jogo do mundo e, com isso, conferir previsibilidade e controle sobre os fenômenos da natureza e da sociedade humana (que os gregos chamavam de Pólis). Já não são mais os deuses que governam o mundo e os humanos, mas sim leis intrínsecas às coisas. Tais leis dão-se a conhecer ao espírito que se utiliza da Razão (Lógos) para perscrutá-las. Portanto, esta passagem de uma visão mágica, mítica e religiosa do mundo para uma interpretação racional, humana, marca o nascimento da Filosofia no Ocidente e o início do período chamado Filosofia Antiga.

Mas é preciso ter sempre presente que nada cai do céu e nem é dado de presente pelos deuses. A Filosofia nasceu fincada no chão da sociedade grega, sob condições políticas, econômicas e culturais que influenciaram no seu perfil, nas suas questões, no seu modo de abordar a realidade, enfim, em todo o edifício racional que fora construído pelos inúmeros pensadores. Vejamos alguns fatores importantes.

Liberdade religiosa
Os gregos conseguiram alcançar um patamar de liberdade religiosa muito elevado em relação a outros povos da Ásia Menor e do Oriente Próximo. Enquanto em outras nações o poder religioso, aliado às monarquias de cunho tributário, servia para legitimar o Estado absoluto e o poder do rei, algumas cidades-estado da Grécia construíram uma relativa liberdade, baseada na autoridade do Pater Familias (o Pai de Família, dono de terras, casa, bens, escravos e mulher), que participava em diversas instâncias da vida pública. Os gregos já tinham consolidado a Pólis, criando, inclusive, conselhos religiosos para julgar as questões ligadas às práticas cultuais e ao ensino da doutrina. Um caso famoso de ação de um tribunal religioso é o de Sócrates, condenado à morte por perverter a juventude e ensinar-lhe coisas erradas sobre o culto e o comportamento dos humanos frente aos deuses. Falando assim, parece que a liberdade religiosa não existia na Grécia, mas é preciso ter em conta o fato de que, em outras circunstâncias, Sócrates não teria nem mesmo um julgamento num tribunal e seria condenado à morte pela sentença do rei.

Transformações Econômicas
O florescimento das cidades-estado deveu-se principalmente ao desenvolvimento da indústria artesanal e do comércio. Antes disso, a Grécia era predominantemente agrária, sendo dominada politicamente por grandes proprietários de terras. Neste contexto, é mais compreensível que cultivasse uma visão mítica do mundo, mais ligada aos ciclos do clima. O crescimento industrial e comercial fez florescerem as cidades, fazendo surgir novos atores sociais - os grandes comerciantes, por exemplo -, que começavam a dominar o cenário político e ameaçar o poder da nobreza fundiária. É nessas cirscunstâncias que a Filosofia nasce, fazendo justificar o poder emergente de comerciantes e artesãos. Foi assim que o pensador Anaximandro ficou famoso e recebeu honrarias por ter previsto um eclipse solar e, assim, tendo avisado os proprietários de plantações de azeitonas e os comerciantes, estes puderam antecipar suas colheitas e vender os frutos a um preço melhor. Este exemplo ilustra bem a mudança na mentalidade dos gregos provocada pela Filosofia nascida das transformações sócio-econômicas e políticas: o poder do conhecimento humano agora pode ser utilizado na previsibilidade dos fenômenos, influenciando fortemente na vida econômica e política.

Por fim, cumpre notar que tais mudanças ocorreram primeiro nas colônias gregas da Ásia Menor (em Mileto, principalmente), expandido-se, depois, para a região da Itália Meridional, chegando, então, ao centro da Grécia, em Atenas. Isto, porque, estando longe do controle central, puderam desenvolver instituições políticas autônomas e desenvolver um comércio próprio.

Mudanças Políticas
O surgimento da Filosofia está vinculado também ao processo de consolidação da democracia grega em torno da Pólis. A cidade-estado grega era o espaço legítimo e legitimador de sua liberdade, a ponto de o Estado tornar-se horizonte ético do homem grego. Esta é a base da sua cidadania: os cidadãos eram a finalidade última do Estado, o bem do Estado era seu próprio bem, sua liberdade, sua grandeza. De novo, é importante lembrar que a democracia grega valia apenas para os cidadãos. E quem eram os cidadãos? Havia algumas condições para que um homem pudesse ser considerado cidadão: primeiro, tinha que ser homem (varão), tinha que ser grego, possuir casa, riqueza e bens (escravos, mulher e filhos). Nota-se que bem poucos podiam participar desta cidadania. Mas, de qualquer forma, foi ela que inaugurou a Política ocidental, a aplicação da racionalidade no governo da sociedade e na práxis humana.

criado por jose_americo    10:08 — Arquivado em: Sem categoria

17/9/06

Tempestade

Relâmpago
é uma luz inaudível
que a gente tampa os ouvidos
pra não ver.

Trovão
é um barulho invisível
que a gente fecha os olhos
pra não escutar.

criado por jose_americo    7:11 — Arquivado em: Sem categoria

6/2/06

Anaxágoras de Clazômena (séc. VI-V a.C.)

A ele é atribuído o mérito de ter introduzido a Filosofia em Atenas, onde viveu por mais de trinta anos. Para ele, o "nascer" e o "morrer" não existem de fato, pois o que ocorre mesmo é uma composição ou uma divisão a partir de coisas que já estão aí. Assim, Anaxágoras defende a idéia de que deve-se usar os termos compor-se para o "nascer" e dividir-se para o "morrer". Discorda de Empédocles quanto aos quatro elementos, pois pensa que eles não conseguem dar conta das infinitas quantidades de coisas, de sua imensa variedade, com formas, cores e gostos de todo tipo.

Desta forma, Anaxágoras defende a idéia de que haja sementes que formam um originário qualitativo eterno e imutável. Elas não têm limites de grandeza, podendo expandir até o infinitamente grande e até o imensamente pequeno. Na verdade, podem ser divididas indefinidamente sem que nunca se chegue ao fim. Por causa desta característica, essas sementes foram chamadas de homeomerias, para dizer que elas sempre conservam partes semelhantes, qualitativamente iguais.

Tudo está em tudo
No começo de tudo, as homeomerias encontravam-se agrupadas numa única massa onde todas as sementes estavam juntas e nenhuma se distinguia da outra. Houve, porém, um movimento causado por uma Inteligência divina, fazendo com que, daquela mistura caótica, brotasse uma ordem. Daí que, em conseqüência disto, cada coisa e todas elas são composições bem ordenadas em que existem todas as sementes de todas as coisas. Assim, o que produz as diferenças entre as várias coisas é a predominância desta ou daquela semente. Em cada coisa há parte de cada coisa.

criado por jose_americo    10:26 — Arquivado em: Sem categoria

27/1/06

Pré-socráticos - Anaximandro

Anaximandro nasceu em Mileto e viveu entre os séculos VII e VI a.C. Provavelmente tenha sido discípulo de Tales. Seu Tratado Sobre a Natureza foi o primeiro escrito grego em prosa e o primeiro tratado filosófico do Ocidente. Sua justificativa para escrever em prosa foi de que a Razão devia estar livre do vínculo da métrica e do verso para poder fazer fluir plenamente seus pensamentos. Anaximandro discorda de Tales quanto ao fato de ser a água o princípio de todas as coisas. Para ele, o princípio é o infinito, uma natureza infinita e indefinida que causa todas as coisas que existem. O divino não é visto como algo distinto do mundo, mas como a essência do mundo. Anaximandro utiliza o termo Apeiron, que significa "sem limites", infinito e indeterminado.

Como podemos ver, Anaximandro propõe uma interpretação imanentista de Deus, colocando-o não como seu criador, como faz a tradição judaico-cristã, mas como sendo o próprio mundo. O filósofo holandês Baruch Spinoza, no século XVII, propôs interpretação semelhante, mas foi acusado de panteísmo e expulso da sinagoga. Voltaremos a este assunto mais tarde…

criado por jose_americo    8:51 — Arquivado em: Sem categoria

26/1/06

Pré-socráticos - Demócrito

Demócrito de Abdera viveu entre os séculos VI e V antes de Cristo. Atribui-se a ele a criação da teoria atomista, cuja idéia central é a de que todas as coisas são constituídas de átomos, isto é, partículas indivisíveis, invisíveis, eternas e imutáveis. Tais partículas diferem-se entre si apenas pela figura (forma) e pela dimensão. Demócrito é um pluralista: sustenta tanto a imutabilidade do ser quanto a realidade do vir-a-ser, tentando fazer uma síntese entre as idéias de Parmênides e as de Heráclito. O vir-a-ser é que dá origem às coisas, pois é o movimento dos átomos no vazio que provoca choques entre eles, fazendo com que combinem formando novos elementos. A idéia de átomo permanece ainda hoje na Física, mas não mais com o mesmo sentido, pois já chegamos às partículas subatômicas. De outro lado, a teoria do choque continua atual, senso usada na Astrofísica para explicar, por exemplo, o processo de fusão nuclear no interior das estrelas. Este processo dá origem à matéria, já que funde núcleos de Hidrogênio em Hélio e este em materiais mais pesados, e também à luz, pois a fusão Hidrogênio-Hélio libera um fóton de energia. Eis aí a teoria de Demócrito: do choque de átomo (no caso, fusão de núcleos de átomos) criam-se todas as coisas.

Teoria do Conhecimento
Segundo Demócrito, o conhecimento se dá porque os sentidos captam átomos irradiados pelos diversos corpos. As sensações mudam de acordo com as formas dos átomos que chegam aos sentidos. Os objetos em si mesmos não são como os percebemos, pois a nossa percepção depende unicamente da forma dos átomos que chegam aos nossos órgãos sensoriais. Isto confere uma certa subjetividade à teoria do conhecimento de Demócrito. Ele é realmente o primeiro pensador antigo a colocar a questão desta forma, subjetiva (ele não usava este conceito, claro!), superando a ingênua objetividade de seus contemporâneos, que acreditavam que as coisas eram realmente como eram percebidas.

criado por jose_americo    8:16 — Arquivado em: Sem categoria

20/1/06

Nietzsche chorou

É difícil saber por que Nietzsche chorou.
Afinal, choramos por tantos motivos.
Tão mais fácil seria saber que provou
a deliciosa sensação de estarmos vivos.

Na virada da noite do século XIX ao XX,
poucos vislumbravam um bom futuro:
guerras, crueldades e, por conseguinte,
um novo medievo, um mundo escuro.

Eis agora que o milênio já se foi
e, com ele, os messianismos redentores.
Estamos sós de novo. E como dói
ficarmos à mercê de desertores.

Saudade dos heróis de seu passado?
Liberte-se desse seu medo insano
e ganhe os altos céus, ó ser alado:
nasceste para ser o sobre-humano.

criado por jose_americo    9:43 — Arquivado em: Sem categoria
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